quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Sobre o tempo


Sobre o tempo, só posso dizer
Pra ouvi-lo atento,
Saber aproveitar cada história
Pois ele ensina, mas não volta.
Sob o tempo, só resta esperar
Ele ajeita a casa, põe tudo no lugar,
Cicatriza as feridas da vida
E preenche o vazio do que nunca vai cicatrizar.
Soube o tempo, o momento certo pra tudo
De passar com pressa ou o de parar por alguns segundos,
Use o seu tempo com o que vale a pena
Aproveita-lo bem faz vida infinita, mesmo sendo pequena.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Amor²



Já pensou se todo amor ao invés
de poesia, fosse matemática?
Teria graça? onde entraria o mistério?
Seria só: um mais um, resultado certo.
Nada mais de loucuras ou de se arriscar,
Ele seria o x da questão,
uma resposta exata ao fim da conta.
E pra saber do futuro, nada de sonhos ou planos
coloca-se Ela ao quadrado, num plano cartesiano.
Sem mais ciúmes, ou medo dos segredos
é só evitar triângulos, nada de hipotenusa e catetos.
Há quem diga que a exatidão matemática, facilitaria.
Tolice, sentimento não é calculável
o amor na sua exatidão é variável,
Sempre a mesma conta, nunca o mesmo resultado.
Amor há de ser sempre poesia e, uma aposta
O contraditório, o sim e o não pra a mesma resposta.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Muita alma nessa hora



Ela é aquela pessoa rara
Que carrega nos olhos a alma
E, o mundo nas costas,
Gosta de fingir-se forte
E sonhar que nenhum novo golpe
Da vida vai machuca-la.
Mas no fundo, ela é pura insegurança,
Carrega marcas e lembranças
Que a fazem duvidar e se fechar.
O mundo quase sempre pesa
sobre os seus ombros,
Mas ela insiste em carrega-lo sozinha,
Aprendeu com as pessoas que ficaram
pelo caminho, que assim é melhor.
Pois, pra ela, nada é tão simples,
Cada nova perda ou decepção,
Não leva dela só algumas lagrimas,
Leva dos olhos pra fora, um pouco de alma


(Victor Érik)

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

In Maturidade




Sempre achei que maturidade fosse aprender a não sentir, a não me importar. Mas aprendi que não. Hoje sinto e me importo o mesmo tanto de tempos atrás, com pessoas que não merecem serem sentidas e, mesmo assim, considero que tenha alcançado um nível razoável de maturidade.  

Entendi que é da natureza humana a necessidade de criar laços, mesmo depois de muitas experiências ruins, com alguns que se desfizeram, outros que apertaram até virarem nós, e ter descoberto que poucos no fim continuam laço.

Então desisti de tentar deixar de sentir, isso não é maturidade, é autopunição por erros que são alheios a mim. Continuo sentindo e gostando de algumas pessoas que não merecem, pois, isso é humano. Mas hoje tenho maturidade o suficiente pra só demonstrar esses sentimentos a quem saiba e entenda o sentido da palavra reciprocidade.   

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Eu te amo mais



É! Eu amo mais
Bem mais na verdade,
Por vários motivos
Por milhões de sorrisos,
Nos detalhes pequenos
No jeito ameno,
Por tua prosa e poesia
Que me encanta em nossos dias,
Por aquelas frases de Chico
Que de um jeito bonito, nos lembra,
Eu te amo assim, por só saber te amar
Por tudo, por sempre e, pelo que não sei explicar,
Eu te amo, por ser você
Sempre mais e sem precisar um porquê.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Além do mar


Nunca fui de seguir mapas
Talvez por isso, segui por rotas erradas,
Não sabia o que era
Contar os segundos pra chegar,
Até que teus olhos foram farol
E teu abraço se fez cais,
O mar perdeu o sentido
Aprendi contigo a ir além, Amar,
Ah! E quando sorriu
Tive a certeza que não sairia dali,
Como um náufrago
Preso a um porto
Seria um louco se voltasse a navegar.

(Victor Érik)